BLOG DO EV THIAGO FRANCO

Bem Vindo ao Blog do Ev Thiago Franco.Seu Objetivo é propagar a palavra de Deus através de Mensagens,artigos e videos inspirados por Deus.

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sábado, 22 de janeiro de 2011


 DICAS PARA CRIAR FILHOS EMOCIONALMENTE SAUDAVEL.

Sl 127:3
Eis que os filhos são herança do Senhor,e o fruto do ventre o seu galardão.

1)    Frequentemente declare o seu amor ao filho.
2)    Desenvolva a  auto estima de seu filho.(Palavras).
3)    Seja amigo pessoal de seu Filho.
4)    Ouça com o coração o coração do Filho.
5)    Peça perdão sempre quando errar com seu Filho.
6)    Conte sua História ao seu Filho(a).
7)    Não abra mão da disciplina sempre quando for necessário.
8)    Não anule o efeito da disciplina.(mãe disciplina e o pai anula).
9)    Cumpra as suas promessas.
10)                      Respeite as emoções do Filho.
11)                      D e carinho com Limites.
12)                      Supervisione seu Filho.(internet,escola,etc).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

As Assembleias de Deus pelo Mundo.

As Assembléias de Deus pelo mundo
 
    A Assembléia de Deus é a maior denominação pentecostal do mundo com aproximadamente 52,5 milhões de membros. O país com o maior número de membros é o Brasil com 8,4 milhões de membros (só 3,6 milhões são associados com a sede dos EUA e o World Assemblies of God Fellowship).
    Tradicionalmente reconhece-se o começo do movimento pentecostal contemporâneo como tendo início no ano 1906 em Los Angeles, nos Estados Unidos, na Rua Azuza, onde houve um grande avivamento caracterizado, principalmente, pelo "batismo com o Espírito Santo" evidenciado pelos dons do Espírito (glossolalia, curas milagrosas, profecias, interpretação de línguas e discernimento de espíritos).
    Devido à projeção que ganhou na mídia, o avivamento na Rua Azuza rapidamente cresceu e, subitamente, pessoas de todos os lugares do mundo foram conhecer o movimento. No começo, as reuniões na Rua Azuza aconteciam informalmente, eram apenas alguns fiéis que se reuniam em um velho galpão para orar e compartilhar suas experiências, liderados por William Seymour (1870-1922). Rapidamente, grupos semelhantes foram formados em muitos lugares dos EUA, mas, com o rápido crescimento do movimento, o nível de organização também cresceu até o grupo se denominar Missão da Fé Apostólica da Rua Azuza. Alguns fiéis não concordaram com a denominação do grupo.

Logomarca da Assembléia de Deus americana
    Surgiram grupos independentes que emergiram em denominações, como as Assembléias de Deus. Também algumas denominações já estabelecidas adotaram doutrinas e práticas pentecostais, como é o caso da Igreja de Deus em Cristo.

Portugal
    Em Portugal, a história desta denominação pentecostal é contada a partir do ano de 1913. Foram os missionários portugueses emigrados do Brasil, José Plácido da Costa (1913) e José de Matos Caravela (1921), que deram início às ações que resultaram na fundação das Assembléias de Deus em Portugal.
    A primeira igreja Assembléia de Deus em Portugal foi fundada na cidade de Portimão, em 1924, pelo missionário José de Matos, também responsável pela fundação das igrejas do Algarve, Santarém e Alcanhões. A partir desse ano, com a ajuda de missionários suecos e o esforço de obreiros portugueses, foram estabelecidas diversas outras igrejas em várias cidades, como: Porto, em 1930, com a intervenção do missionário sueco Daniel Berg; Évora, em 1932, pela ação da evangelista Isabel Guerreiro; e Lisboa, em 1934, com a ajuda do missionário Jack Hardstedt.
    Da ação missionária das Assembléias de Deus em Portugal deu-se a expansão da igreja aos territórios ultramarinos, a exemplo de: Angola, Guiné, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor Leste; os quais posteriormente tornaram-se nações independentes, mas mantiveram suas igrejas Assembléias de Deus nacionais em fraterna relação com as co-irmãs portuguesas.
    Em Portugal o ramo principal é a Convenção das Assembléias de Deus em Portugal, com quase 400 igrejas, a maior denominação protestante no país. Além da CADP, existem outras denominações organizadas em Portugal, originárias de imigrantes brasileiros ou cismas da CADP, que adotam o mesmo nome, como a Assembléia de Deus Missionária; Assembléia de Deus Universal; Convenção Nacional das Assembléias de Deus; Igreja de Nova Vida - Assembléia de Deus da Amadora.

Estados Unidos
    Nos Estados Unidos, surgiram várias congregações pentecostais independentes, desde o avivamento da Azuza St., em 1906. Buscando unidade, comunhão entre si, trabalho missionário e organização legal, alguns líderes convocaram uma Convenção em Hot Springs, Arkansas, em 1914. Como resultado, houve a adesão de quase 500 ministros e a criação do General Council of the Assemblies of God (Concílio Geral das Assembléias de Deus), mais tarde sediado em Springfield (Missouri). Essa igreja possui, hoje, cerca de dois milhões de membros e envia missionários a vários países do mundo. John Ashcroft, procurador-geral dos EUA durante o primeiro mandado de George W. Bush é membro dessa denominação.
    As Assemblies of God apresentam algumas diferenças de sua co-irmã brasileira: no tocante à administração, não existe o sistema de ministérios; cada igreja local é autônoma e não é subordinada a nenhuma outra entidade, mas voluntariamente agrupam-se em presbitérios regionais, onde há igualdade entre todos e contam com a participação de representantes leigos. A congregação local entrevista e contrata o pastor, que é examinado e ordenado pelo Concílio Geral.

Grã-Bretanha e Irlanda
    Organizada em 1924, a Assemblies of God in Great Britain and Ireland cresceu sob a influência do pastor Donald Gee. Reúne hoje cerca de 600 igrejas locais e possui uma rede de missionários atuando em vários continentes. Uma característica da AGGBI é a prática da Santa Ceia semanalmente.
    Existem ainda Assembléias de Deus compostas por imigrantes caribenhos e brasileiros, cujas igrejas não possuem relações com a AGGBI.

Culto
    Os cultos das Assembléias de Deus se caracterizam por orações, cânticos, testemunhos e pregações, em que muitas vezes ocorrem manifestações dos chamados dons espirituais, como profecias e o culto em línguas.

Críticas
    A Assembléia de Deus - a exemplo de toda entidade que cresce e conquista espaços no emaranhado da organização social - sofre críticas, tanto por parte de outras denominações religiosas quanto por setores não-religiosos da sociedade civil. O rápido crescimento da igreja tem estimulado diversas produções intelectuais de pesquisadores dos fenômenos sociológicos e antropológicos contemporâneos; ao mesmo tempo em que já gerou apaixonadas controvérsias e discussões, no campo puramente ideológico.

Três tendências na maior denominação Pentecostal Evangélica do Mundo.



A Assembléia de Deus está próxima do seu centenário,com 4 milhões de membros no Brasil. Grande parte da evangelização no Brasil deve-se aos bravos lideres e membros assembleianos. Pessoas simples, porém determinadas no cumprimento da missão de Cristo. Uma igreja que entrará na história do Século XX.  Como toda denominação apresentou uma série de defeitos. Logo, não existem igrejas prefeitas, mas pelo menos algumas almejam a excelência. Infelizmente, a Assembléia de Deus contemporânea está bem distante da excelência. O pior é que mesmo diante de um quadro tão crítico, existem os ufanistas, que sempre enxergam somente beleza em meio a feiúra.
Agora, no século XXI, a Assembléia de Deus está divida em três grupos principais. Existe uma 01) Assembléia de Deus tradicionalista; uma 02) Assembléia de Deus neopentecostalizada; e uma 03) Assembléia de Deus clássica. Veja esse comparativo:
01.   Assembléia de Deus tradicionalista
Características
Ultraconservadora nos “usos e costumes”. Anti-intelectual, tendo aversão ao estudo teológico, sermões expositivos com esboços e claramente contra qualquer tipo de capacitação. Liderança centralizadora, episcopal papista e carismática. Sectarista em sua cosmovisão, que se aproxima muito do catolicismo romano medieval.
Representação
Está presente principalmente nas periferias das grandes cidades e nas cidades do interior. Muitos sonham com esse tipo de denominação, sendo caracterizada por uns como pureza e avivamento.
Pressupostos doutrinários
Escatologia, legalismo, cura divina e glossolalia. 
02.   Assembléia de Deus neopentecostalizada
Características
Um pouco mais aberta nas questões dos “usos e costumes”. Anti-intelectual, pois prefere o pragmatismo do púlpito, onde as mensagem não devem conter reflexão, mas sim praticidade de bênçãos e vitórias. Liderança carismática, centralizadora, papista e milagreira. Nenhum pudor em abraçar uma “mundanização” materialista e individualista. Apaixonada por modismos e novidades doutrinárias.  Cosmovisão parecida com qualquer religião do New Age (Nova Era), da auto-ajuda e do misticismo.
Representação
Esse é o tipo de Assembléia de Deus mais provável de ter no seu bairro. Está presente nas periferias, bairros de classe média e de norte ao sul do país. Representam uma maioria que cresce a cada dia, até por meio de ministérios co-denominacionais, como os eventos dos Gideões Missionário da Última Hora (GMHU) e outros congressos de “avivamento” espalhados pelo Brasil.
Pressupostos doutrinários
“Evangelho” da saúde e prosperidade, triunfalismo, batalha espiritual e “teologia” do domínio.
03. Assembléia de Deus clássica
Características
Consciente da diferença abismal entre doutrina e costumes, então ensinando princípios bíblicos que nortearam a vida do fiel, sem necessidade de criar listas e listas de tabus comunais. Preocupada com o estudo teológico e solidez doutrinária, não só na preparação de seminários e faculdades teológicas, mas também com pregações e louvores de conteúdo.  Aversão por modismos e novidades doutrinárias, com ampla visão apologética e crítica. Liderança-servidora, democrática e que luta pela volta da tradição congregacional perdida no decorrer da história assembleiana. Identificação com a Reforma Protestante e suas diversas tradições: luterana, calvinista, wesleyana, pietista etc.
Representação
A representação é mínima. Infelizmente! Esses líderes e membros encontram-se isolados em meio as duas babéis acima representadas. Felizmente o movimento é crescente e encontra substância pelo ótimo trabalho da Casa Publicadora e seus escritores.
Pressupostos doutrinários
Teologia da Reforma, continuísmo na questão dos dons espirituais, crença na segunda bênção e diálogo com as tradições protestantes mais históricas.
Conclusão
O caminho da perfeição é impossível nessa terra, mas a excelência deve ser desejada. O que não pode acontecer é o típico conformismo ufanista e cego. Que a Assembléia Deus alcance seus cem anos com maturidade e que continue no século XXI fazendo diferença nessa nação.

CENTENÁRIO


Belém, uma história de amor ao Evangelho

Mesmo diante das investidas do inimigo das nossas almas, durante esses 99 anos de Pentecostes, estamos caminhando a passos largos rumo ao CENTENÁRIO do aniversário da Igreja-Mãe das Assembléias de Deus no Brasil, graças a Deus, iniciando uma série que contará a história desse Ministério iniciado com a história de dois homens determinados em fazer cumprir a vontade de Deus em suas vidas.     
Logo no início dessa grande obra era comum, entre outras coisas, a distribuição de folhetos contendo afirmações injuriosas, os ataques furiosos da imprensa local apoiando aqueles que não aceitavam a existência e a posição doutrinária da igreja nascente. Casas foram apedrejadas, insultos, algazarras tais que muitas vezes tornou-se necessário requerer a intervenção policial. Porém, nada, impediu os dois irmãos suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, comissionados pelo próprio Deus, de aportarem em Belém no dia 19 de novembro de 1.910, quando, por algum tempo, alojados no porão de uma Igreja Batista localizado na Rua João Balbi, 406, os dois missionários expressaram, em terras paraenses, suas primeiras manifestações de amor à obra de Deus e a determinação em obedecer ao que lhes teria sido ordenado para executarem a proclamação do plano de salvação ao povo brasileiro.

Até que, apoiados por alguns dissidentes batistas, em 13 de junho de 1.911, Daniel Berg e Gunnar Vingren, todos afastados da Igreja por suas novas convicções doutrinárias, partiram para o lançamento das bases do Movimento Pentecostal, cujas raízes se estenderiam por todo solo brasileiro. Como o movimento crescia abundantemente, os irmãos decidiram por sua organização, e, por deliberação unânime, no dia 18 de junho de 1911 foi fundada inicialmente a Missão de Fé Apostólica, mais tarde denominada Assembléia de Deus. O grupo inicial formado pelos dois missionários e mais 19 outros irmãos, não recuou diante das perseguições e dificuldades, passando a reunir na residência do casal Henrique e Celina Albuquerque, moradores da Cidade Velha, onde o poder de Deus manifestava-se de forma maravilhosa.
Rumo ao CENTENÁRIO, durante esse ano que antecede a grande festa, semanalmente, estaremos publicando a evolução dessa história de amor ao Evangelho iniciada na capital, Belém, hoje, vivenciada por dezenas de milhares de homens e mulheres espalhados por todo mundo, dispostos a glorificarem o nome daquele que reinará para todo sempre: Jesus Cristo.  

II - Crescendo a passos largos
E prosseguindo nessa história de amor ao Evangelho, Belém continuou abrigando o trabalho dos missionários suecos que se tornaria, em futuro breve, a maior igreja pentecostal do mundo. Deus continuava abençoando as atividades daquele pequeno grupo de irmãos que pouco a pouco se estabilizava na cidade. Daniel Berg, empreendedor que era, continuava suas viagens pelo interior, mesmo diante de todos os riscos oferecidos na época, principalmente, as doenças regionais como malária, cólera e tantas outras.
A medida da vontade de Deus, o grupo aumentava até que, em oito de novembro de 1.914, a Igreja Assembléia de Deus foi transferida para o seu primeiro templo localizado na Tv. Nove de Janeiro, 75, oportunidade em que já havia, inclusive, o primeiro missionário enviado a pregar as Boas Novas ao povo português, o irmão José Plácido da Costa.

1º Templo da Assembleia de Deus em Belém, na Tv. Nove de Janeiro, 75
Muitos foram os auxiliares durante todo período de crescimento da igreja, entre eles, os pastores Almeida Sobrinho e João Trigueiro, responsáveis pelo lançamento do primeiro jornal pentecostal no Brasil, denominado Voz da Verdade, até que, já em 1.917, diante da visão extraordinária da liderança, foi criado um serviço de tipografia instalado nos porões da Igreja na Nove de Janeiro, de onde sairam, entre tantas outras publicações como estudos bíblicos, hinários, calendários e revistas dominicais, a primeira edição do jornal Boa Semente, substituído pouco tempo depois pelo Mensageiro da Paz. Finalmente, em 1.921, foi realizada a primeira Convenção Paraense, ano em que realizou-se também a primeira Escola Bíblica, com a participação de grande número de obreiros.
E a obra de Deus continuava, como afirmamos no início dessa história, crescendo mesmo há passos largos, atingindo rapidamente outras regiões e até outros Países. Samuel Nystrom foi enviado para Manaus de onde implantou a igreja no Amazonas e Acre. O Irmão Manoel Maria Rodrigues esteve em Portugal onde realizou grande obra, e, posteriormente, implantou a Assembléia de Deus na Argentina. Muitos são os nomes que deram suas vidas para a construção da página gloriosa da Assembléia de Deus nesse início de grandes dificuldades, mas, com frutos grandiosos que obrigam a geração centenária a engajar-se de cabeça no projeto CENTENÁRIO, dando o seu melhor para que o mundo saiba que existe um povo vocacionado a continuar a obra dos pioneiros utilizando-se da tecnologia, da mídia e de todos os recursos disponíveis ao homem moderno, mas, e acima de tudo, gastando tempo, dedicando sua vida para que a obra de Deus avance, superando as barreiras e derrubando as muralhas do inimigo nos quatro cantos da terra.
Coube a mim e a você fazer a obra hoje. O CENTENÁRIO é privilégio nosso e está no coração de Deus. Daniel Berg e Gunnar Vingren juntamente com todos os nossos irmãos pioneiros avançaram, plantaram a semente e realizaram. A continuidade dessa história é conosco, eu e você estamos começando a construir a história dos próximos cem anos, até que Jesus volte. Se prepare para estar conosco em 18 de junho de 2.011 quando acontecerá a maior manifestação do povo de Deus, na verdade, a maior festa do Pentecostes no mundo.

CENTENÁRIO

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

DEUS CAPACITA OS ESCOLHIDOS


 Conta certa lenda,
 que estavam duas crianças
 patinando num lago congelado.
 Era uma tarde nublada
 e fria e as crianças brincavam despreocupadas.
 De repente, o gelo se quebrou
 e uma delas caiu,
 ficando presa na fenda que se formou.
 A outra, vendo seu amiguinho preso
 e se congelando, tirou um dos patins
 e começou a golpear o gelo com todas
 as suas forças, conseguindo por fim
 quebrá-lo e libertar o amigo.
 Quando os bombeiros chegaram
 e viram o que havia acontecido,
 perguntaram ao menino:
 - Como você conseguiu fazer isso?
 É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo,
 sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
 Nesse instante, um ancião que passava pelo local,
 comentou:
 - Eu sei como ele conseguiu.
 Todos perguntaram:
 - Pode nos dizer como?
 - É simples - respondeu o velho.
  Não havia ninguém ao seu redor,
 para lhe dizer que não seria capaz.

 "Deus nos fez perfeitos e não escolhe os capacitados,

 CAPACITA OS ESCOLHIDOS.
 Fazer ou não fazer algo só depende
 de nossa vontade e perseverança

 Mt 22:14- Porque muitos são chamados.
 MAS POUCOS OS ESCOLHIDOS. 
 Confie...

 As coisas acontecem na hora certa.
 Exatamente quando devem acontecer!
 Momentos felizes, louve a Deus.
 Momentos difíceis, busque a Deus.
 Momentos silenciosos, adore a Deus.
 Momentos dolorosos, confie em Deus. 
Cada momento, agradeça a Deus.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Os Levitas.


Os Levitas

"Nesse tempo o Senhor separou a tribo de Levi para levar a arca da aliança do Senhor, para o servir, e para abençoar em seu nome..." (Dt 10.8)
         Levitas eram os membros da tribo de Levi, terceiro filho do patriarca Jacó. Formavam uma tribo separada, sem território, sem herança terrena porque gozavam do alto privilégio de ter o Senhor como seu quinhão, sua posse (Dt 10.9). Era a tribo dos sacerdotes (cohanim), descendentes de Arão, por sua vez descendente de Levi (Ex 29.44; Nm 3.10). Isso quer dizer que todo sacerdote (cohen) era levita levi), mas nem todo levita era sacerdote (Nm 3.6s). 
      
Os levitas (leviim) tinham, entre outros privilégios:

·        servir no santuário (Nm 3.6; 1Cr 15.2) ajudando nos sacrifícios (Jr 33.18,22), na recepção de oráculos (Nm 3.38; 2Rs 12.9ss;
·        transportar a arca da aliança (aron haberith); Dt 10.8,9.
·        a responsabilidade do ensino da lei (Dt 31.9; 22.10);
·        autoridade para abençoar. Grande privilégio pela associação como o Nome de Deus (Nm 6.24.27,Dt  10.8,9).

         Gozavam os levitas de alto prestígio, de elevada estima aos olhos do Senhor a ponto de lhes ser dito pelo Senhor, "... os levitas serão meus" (Nm 8.14b). Por esse motivo, no deserto, quando da apostasia do povo de Deus, os levitas puniram os apóstatas (Ex 32.25-29).
         Deuteronômio 10.8 resume o ministério levítico, e nos aponta de modo sugestivo um plano de trabalho para nós mesmos, levitas da Nova Aliança: levar a arca da aliança, estar diante do Senhor e abençoar em Seu Nome.



LEVAR A ARCA DA ALIANÇA
         O relato do Antigo Testamento dá uma descrição da arca (Ex 25.10ss). Era uma caixa de madeira de acácia medindo 1,40m x 0,84 cm x 0,84 cm, coberta de ouro e com uma tampa de ouro e com um tampo de ouro chamado de "propiciatório", em hebraico kapporeth (Ex 25.17, 21; 26.34).
        
Na arca, três objetos que eram testemunhos da relação de Deus com Seu povo:

·        As duas tábuas de pedra onde se achava "escrita a aliança de Deus com o povo" (Ex 24.12; 25.16, 21; 40.20; Dt 10.1-5). Era lembrança do pacto de Deus com os filhos de Jacó, símbolo de direção permanente da parte divina;
·        O pote de maná que recordava ao povo o cuidado e o sustento que vinham da parte de Deus no deserto (Ex 16.14ss; Hb 9.4, 5). Era uma metáfora concreta do alimento permanente vindo de Deus;
·        O bastão (vara) de Arão (Nm 17.10) que floresceu como prova da sua divina indicação para ser Sumo-sacerdote (cf. v.8). É sinal de apoio permanente pelo Senhor.

         A arca era um ponto catalizador dos doze tribos de Israel; o lugar de encontro no Santo dos Santos, onde o Senhor revelava Sua vontade aos Seus servos. Sinal visível e símbolo da presença de Deus entre o povo (1Sm 4-6; 2Sm 6; 1Rs 8; cf. 1Sm 4.7,22; Nm 10 35; 1Rs 8.11). Era o próprio trono de Deus.         Reputada como a "glória de Israel" (1Sm 4.21,22), santificava o lugar onde repousava (2Cr 8.11). Por esse motivo, quando a notícia de que havia sido tomada pelos filisteus chegou ao povo de Deus, a nora de Eli, o sacerdote, exclamou: "De Israel se foi a glória!" (1Sm 4.21).
         Pois uma das funções levíticas era transportar a arca, o que foi desempenhado até Ter sido levada definitivamente para Jerusalém (1Cr 16.1), ocasião quando dita função foi transformada em ministério de serviço e de louvor (1Cr 23.25-32).
         Que lição tiramos para nós, os levitas de hoje? A de que para levar a arca é preciso ser escolhido. Outra importante lição é que se temos de levar a arca, temos que desempenhar esta obrigação de modo incansável, sacrificial, corajoso até. Afinal, a arca da aliança é um tipo de Jesus Cristo, segundo Apocalipse 11.19.

ESTAR DIANTE DO SENHOR
         Uma explicação mais detalhada está em Números 3.6-8, onde se percebe que "estar diante de..." é o mesmo que "dar assistência, servir".
        "Estar diante do Senhor" tem a ver com consagração. O Novo Testamento ensina que os filhos de Deus somos constrangidos pelo amor a viver para o Senhor que morreu e ressuscitou por nós (2Co 5.14). A base dessa consagração é o amor, e não pode haver consagração se não se sentir o amor do Senhor, e se não se amor o Senhor.
         O povo de Israel fora escolhido, mas só a tribo de Levi foi separada para ser a tribo de sacerdotes. Consagração na Antiga Aliança era algo exclusivo. Hoje, na dispensação da raça, todos somos sacerdotes, levitas, portanto (Ap 1.5, 6). Watchman Nee escreveu como oração:
Ó Senhor, Sendo amado, que mais posso eu fazer
Além de me separar de todas as coisas
Para poder servir-Te?
Daqui em diante,
Ninguém poderá usar minhas mãos, ou pés,
Ou boca, ou ouvidos;
Pois estas minhas mãos
São para fazer as Tuas obras,
Meus dois pés para andar em Teu Caminho,
Minha boca para cantar os Teus louvores,
E meus ouvidos para ouvir a Tua voz".
         A consagração visa a servir a Deus, como o faziam os levitas que tinham a função de "estar diante do Senhor". Quando nos tornamos crentes em Cristo, assumimos o compromisso o compromisso de servir a Deus por toda a vida. Um médico que é salvo pelo sangue de Jesus coloca a medicina em segundo lugar, pois para o primeiro lugar vai Jesus, seu Salvador. O mesmo com o comerciante, o soldado ou o bancário. Assim aconteceu com os primeiros discípulos: Mateus era fiscal de rendas; Pedro, André, Tiago e João eram pescadores que para "estar diante do Senhor" deixaram suas vocações para segundo plano.
         Para "estar diante do Senhor" é preciso ser (2Cr 29.11). "Não sejais negligentes" diz este texto. Isso faz lembrar Samuel Brengle:

"A santidade não tem pernas e não pode andar de um lado para outro visitante os preguiçosos".
         E continua lembrando que há dois empecilhos práticos à santidade: consagração imperfeita e fé imperfeita.
         Realmente a nada leva a consagração pela metade, a consagração parcial, a consagração às vezes, talvez, pode-ser, domingo-sim-domingo-não, semana-sim-semana-não. A nada leva a fé mais-ou-menos, a fé desde-que, até-certo-ponto, limitada, nem-sempre, com ressalvas.

PARA ABENÇOAR EM SEU NOME
         A história da bênção é antiga. Já a encontramos nos primeiros momentos da Criação (Gn 1.27, 28; 2.3). Abraão foi abençoado por Deus para ser uma bênção para o mundo (Gn 12.1-3).
         O texto de Deuteronômio fala da função levítica de abençoar em nome de Deus. Ora, aprendemos com a Escritura que abençoar em nome de alguém é falar em seu nome. Por essa razão há de haver cuidado com a bênção dada levianamente e sem discernimento (cf. Ex 20.7). Excelente exemplo de abençoar em Nome do Senhor está em 2Samuel 6.18, quando a arca da aliança foi trazida da casa de Abinadabe (em Quiriate-Jearim) e a levaram para Jerusalém conquistada por Davi.

Há bênçãos belíssimas:
De Isaque Para Jacó - Referência Gn 27.27-29
De Jacó Para filhos - Referência Gn 49.1-28
De Moisés Para povo de Israel - Referência Dt 33
De Sacerdotes Para Povo de Israel - Referência Nm 6.24-27
De Jacó Para José (em seus filhos) - Referência Gn 48.`15,16
O Salmo 128
De Jesus Para crianças - Referência Mc 10.14, 16


         Na imensa maioria, destaca-se a marca do Nome do Senhor, ou seja, Seu caráter, Sua personalidade e Seu poder. A vontade de Deus é colocada sobre aquele por quem se orar, pois que o Nome do Senhor protege e abençoa (Nm 6.27). Não é uma simples palavra, pois "Eu-Sou-O-Que-Sou", ou seja, "Eu-Não-Mudo" (cf. Pv 18.10).
         Há que tomar em consideração um importante fato: para abençoar é preciso ser uma bênção.
         Em Números 16.9, a grande pergunta do Senhor é : "Acaso é pouco vós que o Deus de Israel vos tenha separado... para vos fazer chegar a si...?" Os levitas da Nova Aliança vivemos na disposição de continuar levando a arca, pois para tanto formos escolhidos; de lembrar ao povo a direção permanente de Deus; de recordar ao povo o pão dos céus, Jesus Cristo, o maná vivo; de ressaltar o apoio permanente no cajado de Arão agora brotando em Cristo Jesus. Vivemos, os levitas, na santa disposição de estar diante do Senhor, ou seja, de consagração contínua, efetiva, real, verdadeira baseada no amor, na disposição de ser. Vivemos na sagrada determinação de abençoar em Seu Nome, e para isso temos que ser uma bênção